Arquivo para Junho, 2008

Rédea Solta – Parte 1

Giovanni Rocha
Um dia no trabalho e na vida de um carroceiro para compreender que a solução está além do discurso comum

Textos: Fábio Almeida e Giovanni Rocha

Fotos: Giovanni Rocha

Teófilo escova o pêlo do cavalo, coloca os arreios e prepara a carroça quando a voz preocupada da sua esposa o interrompe. “Teófilo, acho que o Hulk morreu!” O homem de barba e cabelos compridos, conhecido pelos amigos como “Bin Lade”, devido à semelhança física com o terrorista Osama Bin Laden, enruga a testa, abaixa a aba do boné surrado que o protege do sol forte de uma tarde quente de março e pergunta à mulher o motivo da morte. Num diagnóstico rápido e duvidoso, com a voz engasgada, ela responde que o problema foi o coração. Hulk era o cachorro da raça “policial” da família, tinha perto de 13 anos, calcula o dono, Teófilo Rodrigues Motta, 37 anos.

Ele avisa um dos filhos que enterrará Hulk depois que voltar para casa, no início da noite. Mas até lá, ainda há muito trabalho. Teófilo é carroceiro e se prepara para mais uma viagem entre a Ilha Grande dos Marinheiros, um aglomerado de casebres na Zona Norte de Porto Alegre e o centro da capital. Na saída da ilha, entre os becos estreitos e embarrados, se percebe que a maioria das famílias que mora no local vive da reciclagem do lixo recolhido pelas carroças. São vários desses veículos nos pátios, na rua e nas varandas de alguns galpões. Entre um aceno de boa tarde e outro cumprimento, Teófilo conta a sua história, os problemas na Ilha e da vida como carroceiro, um trabalho que, segundo ele, sempre foi discriminado, pela sociedade movida a petróleo. Residindo há oito anos na Ilha e percebendo os problemas dos outros carroceiros do local, ele criou a Ascarpoa, a Associação dos Carroceiros de Porto Alegre.

A velha suspensão e os buracos da vila fazem a carroça balançar. O banco, feito de uma tábua serrada pelo vizinho, momentos antes da saída, pode parecer um pouco desconfortável para quem é acostumado com os bancos forrados dos carros é ônibus. Porém, parece não incomodar o carroceiro, acostumado com o trote do cavalo e a andar em pé na carroça. O desconforto desaparece quando o vento bate no rosto, lembrando a primeira vez que se anda de bicicleta.

Enquanto segue em direção ao centro da cidade, onde também fará o recolhimento do material reciclável, Teófilo comenta sobre o lugar em que vive. “Na verdade isso é uma grande invasão. Aqui não temos, muitas vezes, como comprovar endereço. Mas eu consegui fazer crediário em uma loja, as Casas Bahia. Então, quando algum vizinho precisa de algo eu vou lá e compro em meu nome. Nunca deu problema. Todo mundo paga direitinho. Nem me preocupo”, comenta.

A carroça pára por instantes as margens da BR-290. Teófilo olha atento, calcula o arranque do cavalo e entra rápido na rodovia que dá acesso a Porto Alegre. Um boné azul serve como sinaleira para indicar a manobra aos motoristas. “Essa é a rotina. Todo o dia é assim”, comenta depois de um caminhão passar ao lado da carroça buzinando.

* Reportagem publicada na revista Primeira Impressão, produzida por alunos da disciplina de Projeto Experimental em Revista, do curso de jornalismo da Unisinos (RS). Junho de 2008.

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“Tira essa m…. dae maloquero!” – Rédea Solta – Parte 2

Giovanni Rocha
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Textos: Fábio Almeida e Giovanni Rocha

Fotos: Giovanni Rocha

Em Porto Alegre circulam cerca de oito mil carroças, três mil delas vem de cidades vizinhas, mas que buscam trabalho na capital. Essa frota é a mais numerosa em uma região metropolitana no País. Não há registro de situação parecida em outro local no Brasil. O número é maior do que toda a frota de ônibus, táxis e lotação do município, de pouco mais de seis mil veículos. Não é difícil perceber que o encontro dos carroceiros com os motoristas, no trânsito tumultuado da cidade, geralmente não é harmonioso entre os condutores.

Para o Teófilo, a dor de cabeça é constate. As discussões são freqüentes, com ofensas de ambos os lados. “Esses ônibus nos apertam! Eles gritam, tira essa m…. daí! Maloqueiro! Eu não dou bola. Isso aqui é o meu instrumento de trabalho”, retruca indignado. O carroceiro continua e diz que ninguém respeita ninguém. “Por mais que a gente tente evitar atrapalhar, sempre acaba sendo discriminado. Às vezes a gente ouve mais do que deve. Não precisava xingar tanto”.

O próprio trânsito foi o responsável por colocá-lo na atual atividade, a carroça. O carroceiro já foi motorista de ônibus e realizava viagens pelo Brasil. Há dez anos a rotina mudou. Enquanto fazia um dos seus trajetos diários sofreu um grave acidente. Com a tragédia, passou a sofrer com problemas no sistema nervoso ficando impossibilitado de dirigir. Ele encontrou na carroça o meio para unir suas duas paixões, a estrada e o cavalo. Mas o perigo do trânsito ainda preocupa Teófilo. Os eventuais ataques epiléticos, com desmaios e outras reações involuntárias, já quase o mataram. “Estava sozinho, guiando a carroça, quando sofri uma convulsão. Por pouco não fui esmagado por um ônibus” mostra Teófilo, ao fazer gestos com as mãos tentando explicar como foi acidente.

* Reportagem publicada na revista Primeira Impressão, produzida por alunos da disciplina de Projeto Experimental em Revista, do curso de jornalismo da Unisinos (RS). Junho de 2008.

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O cavalo Negrinho é o meu sócio – Rédea Solta – Parte 3

Giovanni Rocha

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Textos: Fábio Almeida e Giovanni Rocha

Fotos: Giovanni Rocha

O cavalo faz parte na vida de Teófilo há muito tempo. O atual carroceiro e ex-motorista de ônibus também já foi jóquei. “Disputei provas de cancha reta no interior e até já participei de provas no Rio de Janeiro”, lembra. Ao contrário dos cavalos velozes que costumava montar, o cavalgar hoje é mais lento. Negrinho, cavalo de pelagem negra, é o atual companheiro do carroceiro. “Olha o brilho do pêlo do Negrinho. Tem que estar sempre limpo e bem cuidado, afinal ele é meu sócio”, brinca o carroceiro orgulhoso, ao admirar a luz do pôr-do-sol ao passar pela ponte do Guaíba.

O cavalo é uma preocupação constante, tanto para os carroceiros, motoristas e defensores dos animais. Muitos perdem seus animais por falta de conhecimento e estrutura para manté-los. Problemas com vacinas e não alimentação correta e, por vezes, o excesso de peso nas carroças são as principais causas de retenção dos animais pela fiscalização da Empresa Pública de Transporte e Circulação, a EPTC, que controla o trânsito em Porto Alegre. Teófilo olha decepcionado para uma carroça que vem em sua direção lotada de sacos e com o carroceiro batendo no animal. “Olha lá, aquilo não se faz”, lamenta o carroceiro.

* Resportagem publicada na revista Primeira Impressão, produzida por alunos da disciplina de Projeto Experimental em Revista, do curso de jornalismo da Unisinos (RS). Junho de 2008.

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O lixo que vale mais – Rédea Solta – Parte 4

Giovanni Rocha

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Textos: Fábio Almeida e Giovanni Rocha

Fotos: Giovanni Rocha

Já nas ruas do Centro de Porto Alegre, o espaço na carroça começa a ficar escasso, devido ao material recolhido durante o trajeto. Do papel usado ao plástico do brinquedo quebrado, tudo que a cidade elimina é aproveitado por Teófilo. A Prefeitura da capital dos gaúchos estima que das 200 toneladas de lixo geradas diariamente pela população de Porto Alegre, somente um terço é recolhido pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana, o DMLU.

Teófilo sabe que não pode carregar muito durante o trajeto. Assim como muitos de seus colegas, ele também tem lugar determinado para recolher o lixo que o interessa. É necessário administrar o espaço para o lixo nobre que ele recolherá em uma loja.

“Nós queremos papel branco, garrafa pet e latas de alumínio, é o material que vale mais”, diz. A renda de um carroceiro é variada, alguns recebem R$ 400 e outros ganham até R$ 1 mil com a venda do lixo para empresas de reciclagem. Um trabalho que envolve toda a família. São necessárias várias pessoas para separar nos galpões de reciclagem o lixo recolhido nas ruas. O contato da esposa e dos filhos com esse trabalho pesado preocupa o carroceiro.

* Reportagem publicada na revista Primeira Impressão, produzida por alunos da disciplina de Projeto Experimental em Revista, do curso de jornalismo da Unisinos (RS). Junho de 2008.

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O futuro dos filhos – Rédea Solta – parte 5

Giovanni Rocha

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“Eles começam trabalhando na carroça agora e acabam não estudando. Daí, claro, vão continuar na carroça a vida toda, porque não vão ter experiência em nada. Só em cuidar de cavalo. Isso não é futuro à ninguém. A carroça esta para pra acabar e daí?” Teófilo chega em uma loja, é o primeiro local dos vários que reservam lixo diariamente para ele. Ao fazer força, guardando as pilhas de papelão na carroça, ele fala das dificuldades em ser carroceiro e até mesmo do fim da profissão. “Eu luto para que os carroceiros sejam reconhecidos como trabalhadores, mas ao mesmo tempo não quero ver meus filhos tocando cavalo no trânsito. Penso em algo melhor para eles”, desabafa.

O fim dos veículos de tração animal está sendo discutido desde 2005 na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. O Programa de Redução Gradativa do Número de Veículos de Tração Animal prevê que as carroças sejam extintas em oito anos. Mas os carroceiros rebatem e questionam o futuro de toda a categoria.
“E se realmente tiver um fim, o que vão fazer todos esses carroceiros, roubar? Não sei do dia de amanhã, mas temos que ir tocando hoje.”

* Reportagem publicada na revista Primeira Impressão, produzida por alunos da disciplina de Projeto Experimental em Revista, do curso de jornalismo da Unisinos (RS). Junho de 2008.

Seminário discute jornalismo online no RS

Do Comunique-se

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS promove o seminário “Tendências do Jornalismo Online”. O evento será no sábado, dia 28/06, no plenarinho da Assembléia Legislativa do RS.

As inscrições devem ser feitas por e-mail. O formulário deve ser enviado para a secretaria do sindicato. O evento é gratuito para profissionais sindicalizados. Para estudantes, custa R$ 10; para o público em geral, R$ 30.

Emerson Machado expõe trabalho no hospital São Pedro

Crédito Emerson Machado

A exposição apresenta o registro fotográfico que resultou do trabalho desenvolvido por Emerson Machado para a disciplina de Projeto Experimental em Fotografia, do curso de Jornalismo, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, sobre a tutoria da Professora Jacqueline Joner.

O tema principal é a arquitetura do Hospital Psiquiátrico São Pedro. No mês de setembro de 2007, foram realizados a pesquisa e reconhecimento do local e, em outubro, foram captadas as imagens. No mês de novembro, foi feita edição das 750 imagens captadas. Ao final do trabalho, 25 imagens foram selecionadas para montagem de um portifólio final de apresentação. São ampliações de 30×40cm , aplicadas em passpartout preto duplo. As fotos vão estar suspensas em biombos do hospital, dispostas no corredor do Serviço de Memória Cultural do HPSP.

As fotografias buscam fazer uma releitura no espaço arquitetônico em sua amplitude, com planos abertos, portas, janelas e detalhes. Todas seguem uma linguagem, um conceito, que foram desenvolvidos no mês de setembro nos encontros de orientação com a tutora. O azul e o preto dominam os tons da mostra, buscando um olhar autoral para o trabalho. O autor também traz à sociedade a reflexão sobre a loucura e o que pode ser feito para melhorar a situação das pessoas que necessitam de auxílio psiquiátrico.

Serviço:

O que: Mostra Fotográfica “Rastros e Sombras” Olhares sobre a arquitetura do Hospital Psiquiátrico São Pedro, do fotógrafo Emerson Machado

Onde: Serviço de Memória Cultural do HPSP – Bento Gonçalves 2460, Partenon – POA

Quando: 25 de junho, às 10h

Período de visitação: de 25 de junho a 25 julho, das 9h às 12h.
Entrada franca

Faustão critica Dunga e consolida cultura Pão e Circo

A política do Pão e Circo foi institucionalizada na Roma antiga para controlar possíveis mobilizações da sociedade contra a “ordem” estabelecida pelo Estado. No Brasil, a grande mídia, formada principalmente pela televisão, às vezes adota medidas parecidas com aquelas que os governantes romanos “permitiam” ao povo romano. O povo, pensando que tinha poder de decisão, mandava cortar cabeças e comia pão. Vivia na ilusão de ser parte do Estado, definindo aquilo que não tinha importância alguma para a sociedade.

Exemplo claro desses momentos “Pão e Circo” proporcionado pela televisão foi o desabafo do apresentador Faustão, em seu programa do dia 22 de junho, sobre a atual situação da seleção brasileira de futebol. Em um quadro do programa Domingão do Faustão, que permite aos entrevistados criticar o que quiserem, uma das “pedradas” foi contra o técnico da seleção, Dunga. Faustão parece ter aproveitado a “voz do povo” para falar sobre seu sentimento e o de milhares de brasileiros no empate contra a Argentina. Faustão disse que “só no Brasil um técnico estréia direto na seleção”, se referindo ao fato de Dunga nunca ter treinado nem um time da segunda ou terceira divisão.

Não defendo Dunga, mas acredito que Faustão, ao invés dessas críticas, deveria também tratar de questões mais importantes para a sociedade e que também estão na mídia, como, por exemplo, a criação de um novo imposto, abusos de militares em áreas esquecidas pelo Estado, desmatamento desenfreado da selva amazônica etc etc. Enfim, os jornais estão cheios de assuntos para se comentar, basta começar pelos editoriais e não deixar que a pauta de uma nação seja à base dos acontecimentos do futebol. Um prato cheio para quem é dono de um dos programas com maior audiência do país, e, quem sabe, da televisão mundial.

Assim como criticou diretamente Dunga, Faustão poderia também falar em público o nome dos políticos que votaram a favor da nova CPMF. Poderia também criticar os generais do exército brasileiro responsáveis por abusos, com entrega de pessoas para facções de morros rivais no Rio e as mortes sem explicações de recrutas em exercícios de combate um tanto duvidosos. Mas não. Esse não é o costume do apresentador do Domingão, que baba para os atores globais, mas que não dá nome aos bois quando tece críticas, exceto no seu último programa, com o técnico da seleção. Assim como na política do Pão e Circo, parece que somos donos da situação. Uma total ilusão. Tão poderosos, que, se necessário, derrubamos até o técnico da seleção brasileira. Um assunto tão importante, que merece o “agendamento” da sociedade brasileira, pelo menos é o que parece entender Faustão.

Não contente com seus comentários, em outro bloco, complementou a brincadeira de um entrevistado e disse que “isso é o que acontece com técnico que perde a razão. Vira piada pública.” O que importa é mudar o técnico, vencer da Argentina e botar o melhor do mundo para jogar. Se isso acontece, é graças à democracia. Como no coliseu, é o dedo indicador para baixo e as cabeças rolando. O resto é o resto. Deixemos para os mais esclarecidos, políticos, militares e corporações fazerem o resto. Nós, povo, nos importamos e cuidamos da seleção.

Página 22 publica edição especial sobre comunicação e sustentabilidade, mas só para assinantes, infelizmente

Capa da edição de junho da revista Página 22 A revista Página 22, publicada pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, não nega a sua procedência. Com uma narrativa fantástica e cuidado fotográfico exemplar, a edição de junho traz um especial sobre comunicação e sustentabilidade.

Além da entrevista com a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a revista traz, como de costume, uma série de textos críticos sobre as principais questões que envolvem a comunicação no cenário atual brasileiro. Artigos tratam das questões de socioambientalismo na televisão, internet, animação e propaganda.

Em um cenário de reportagens clichês sobre a atuação do governo em assuntos relativos ao meio ambiente, como o desmatamento da floresta amazônica e a produção de bio-combustíveis, e edição especial de Página 22 vem para salvar os leitores com uma abordagem inovadora que mistura o profissionalismo das redações jornalísticas e fundamentação acadêmica.

O site, infelizmente, tem pouco conteúdo liberado. Apenas assinantes podem acessá-los. Uma pena, pela amplitude e importância das pautas tratadas. Conheça o site da revista pelo site www.pagina22.com.br

Designers definem jornais e sites tops em todo o mundo

Essa veio do Meio e Mensagem. Para quem não conhece, um super veículo sobre tudo o que você pode imaginar sobre o mercado da comunicação. Vale a pena. www.meioemensagem.com.br

Por Sandra Silva – Meio e Mensagem

Cinco designers escolheram, a pedido do Fórum Mundial de Editores da Associação Mundial de Jornais (WAN), 10 jornais top e 5 sites top em design dos anos de 2006 e 2007.

Os 10 jornais mais citados pelos especialistas são o “The Guardian” (Reino Unido), “Poklitiken” (Dinamarca), “Bergens Tidende” (Noruega), “St Petersburg Times” (Estados Unidos), “Eleftheros Typos” (Grécia), “De Morgen” (Bélgica), “elEconomista” (Espanha), “Excelsior” (México), “Expreso” (Portugal) e “Äripäev” (Estônia).

O “Elpais.com” (Espanha) é um dos sites preferidos dos designers. A versão on line do “The Guardian”, o “guardian.co.uk” (Reino Unido), o “globeandmail.com” (Canadá), “24sata.hr” (Croácia) e “Times Online” (Reino Unido) também estão na lista.”Na última década, o design dos jornais tinha ênfase em mais imagens, infográficos e cores. Agora uma tendência é desenvolver elementos de jornais impresso e on line em várias versões”, afirma o relatório.

Os cinco designer que participaram da seleção são Jördas Guzman Bulha, da Welt am Sonntag; Lucie Lacava (Lacava Designer); RobbMontgomery, CEO da Visual Editors e ex-editor visual do “Chicago Sun Times” e “The Chicago Tribune”; Peter Ong (designer australiano com clientes na Ásia e Pacífico) e Ally Palmer (da Palmer Watson, responsável pelo design de vários jornais ao redor do mundo).

Conheça os sites dos premiados

The Guardian - www.guardian.co.uk

El Pais – www.elpais.com

Globe and Mail – www.globeandmail.com

24 Sata – www.24sata.hr

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