A revista Época dessa semana traz desdobramentos da indústria musical. Na matéria “É música ou publicidade” a revista apresenta os novos negócios da Groove Armada, dupla inglesa de dance music, após encerrar seu contrato com a gigante Columbia.
A casa da Groove Armada agora a fabricante de rum Bacardi. Nessa combinação, a Bacardi poderá usar todas as músicas e os clipes do álbum em seus anúncios, sem pagar nada a mais por isso. A atitude da Groove não é nova. No final da década de 90 Sting já se beneficiava de parcerias com marcas, no caso a Jaguar, para incrementar a venda de seus discos e promover a venda de carros. A parceria deu resultados para ambos os lados e resultaram em mais de 8 milhões de cópias de discos vendidos. A reportagem não informa o que essa parceria resultou para a Jaguar, mas apresenta valores expressivos para a produção das campanhas do cantor, o que significa que o retorno deve ter sido expressivo.
O movimento é reflexo do cenário comercial da musica. Segundo dados informados na matéria, a venda de CDs no mundo teve uma queda de 36% entre 2000 e 2007. No Brasil o momento é pior. Desde 2000 as vendas minguaram de 94 para 33 milhões de unidades. Redução de 66% no bolso das poderosas gravadoras. Talvez a única indústria que não tenha se preparado, ou se reinventado, para a era digital.
Se a moda pegar, interessante será saber que banda conseguirá o patrocínio de marcas de renome como a Apple e o Google. Alguém apostaria um nome?
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