
Textos: Fábio Almeida e Giovanni Rocha
Fotos: Giovanni Rocha
O cavalo faz parte na vida de Teófilo há muito tempo. O atual carroceiro e ex-motorista de ônibus também já foi jóquei. “Disputei provas de cancha reta no interior e até já participei de provas no Rio de Janeiro”, lembra. Ao contrário dos cavalos velozes que costumava montar, o cavalgar hoje é mais lento. Negrinho, cavalo de pelagem negra, é o atual companheiro do carroceiro. “Olha o brilho do pêlo do Negrinho. Tem que estar sempre limpo e bem cuidado, afinal ele é meu sócio”, brinca o carroceiro orgulhoso, ao admirar a luz do pôr-do-sol ao passar pela ponte do Guaíba.
O cavalo é uma preocupação constante, tanto para os carroceiros, motoristas e defensores dos animais. Muitos perdem seus animais por falta de conhecimento e estrutura para manté-los. Problemas com vacinas e não alimentação correta e, por vezes, o excesso de peso nas carroças são as principais causas de retenção dos animais pela fiscalização da Empresa Pública de Transporte e Circulação, a EPTC, que controla o trânsito em Porto Alegre. Teófilo olha decepcionado para uma carroça que vem em sua direção lotada de sacos e com o carroceiro batendo no animal. “Olha lá, aquilo não se faz”, lamenta o carroceiro.
* Resportagem publicada na revista Primeira Impressão, produzida por alunos da disciplina de Projeto Experimental em Revista, do curso de jornalismo da Unisinos (RS). Junho de 2008.
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