O lixo que vale mais – Rédea Solta – Parte 4

Giovanni Rocha

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Textos: Fábio Almeida e Giovanni Rocha

Fotos: Giovanni Rocha

Já nas ruas do Centro de Porto Alegre, o espaço na carroça começa a ficar escasso, devido ao material recolhido durante o trajeto. Do papel usado ao plástico do brinquedo quebrado, tudo que a cidade elimina é aproveitado por Teófilo. A Prefeitura da capital dos gaúchos estima que das 200 toneladas de lixo geradas diariamente pela população de Porto Alegre, somente um terço é recolhido pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana, o DMLU.

Teófilo sabe que não pode carregar muito durante o trajeto. Assim como muitos de seus colegas, ele também tem lugar determinado para recolher o lixo que o interessa. É necessário administrar o espaço para o lixo nobre que ele recolherá em uma loja.

“Nós queremos papel branco, garrafa pet e latas de alumínio, é o material que vale mais”, diz. A renda de um carroceiro é variada, alguns recebem R$ 400 e outros ganham até R$ 1 mil com a venda do lixo para empresas de reciclagem. Um trabalho que envolve toda a família. São necessárias várias pessoas para separar nos galpões de reciclagem o lixo recolhido nas ruas. O contato da esposa e dos filhos com esse trabalho pesado preocupa o carroceiro.

* Reportagem publicada na revista Primeira Impressão, produzida por alunos da disciplina de Projeto Experimental em Revista, do curso de jornalismo da Unisinos (RS). Junho de 2008.

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